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domingo, 12 de fevereiro de 2012


Primeiro eu tive medo, antes de ter coragem de você.

No entanto, era certo que não haveria outro caminho, não depois do seu sorriso iluminar o meu mundo, não depois de enxergar o que eu poderia alcançar.

Esperei, tentei escolher o melhor momento... Bobeira minha, pois era tudo correnteza -Tão pouco pode a vontade, diante da sina.

Não me arrependo das pedras, não faria outras curvas, não buscaria outro mote.

Eu te amo, exatamente assim, justamente por isso, simplesmente pelo que é, porque eu sou.

Sua.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Depois de tudo, de um longo tempo fora, ela voltou assim: Queria e queria agora, com uma força nova, bem diferente da calma amedrontada com a qual tinha o costume de querer.

Não desejava a soma das aditivas, o contraste das adversativas e nem as perdas das alternativas, na verdade estava cansada de ser conjunção, as orações e termos que buscassem outras formas de ligação, pois ela agora que voltou, era verbo.






"Desistir... eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça." (Cora Coralina)

domingo, 27 de fevereiro de 2011


Os dias com seus afazeres corriam em torno da moça que aturdida, tentava fazer com que dessetempo. Mas no redemoinho das folhas arrancadas do calendário, ela se perdia apressada, consumindo as palavras no silêncio das páginas em branco.


Mas nessa manhã, uma vontade de alegria entrou pela janela junto com os raios do sol, esquentado os pés e o coração da moça. E como há tempos não acontecia, sorrindo acordou menina e pulou da cama descalça, fazendo, com sua caixa de giz de cera, o tempo caber no mundo que escolheu recriar, afinal, "as coisas mudam no devagar depressa dos tempos"*.

*Guimarães Rosa.