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quarta-feira, 5 de março de 2008

Os degraus - Quintana

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Dias de sol

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terça-feira, 4 de março de 2008

O tempo das coisas


Tudo tem seu tempo, era o que ela sempre ouvia. Mas, pra quem não tinha paciência com relógios; e as vezes engolia as vírgulas, porque em sua pressa não admitia pausa, era difícil acomodar a cabeça. Para umas coisas, um minuto era muito; para outras tantas, a eternidade era breve...
No entanto, o tempo seguia seu curso normal, sem levar em consideração, as imprecações e manobras da menina que se esforçava pra retroceder ou acelerar os dias.
Ela, por sua vez, com a sucessão das noites, que se transformavam em manhãs, que, por fim, voltavam a ser noites, cresceu. Compreendeu que o único jeito de vencer o tempo é viver bem e plenamente cada instante.
O para sempre virou por um tempo, mas ela, no fundo, onde a mulher ainda é menina, inventa estratagemas, pra enganar o tempo e transformar os minutos com você em eternidade.