
Tudo tem seu tempo, era o que ela sempre ouvia. Mas, pra quem não tinha paciência com relógios; e as vezes engolia as vírgulas, porque em sua pressa não admitia pausa, era difícil acomodar a cabeça. Para umas coisas, um minuto era muito; para outras tantas, a eternidade era breve...
No entanto, o tempo seguia seu curso normal, sem levar em consideração, as
imprecações e manobras da menina que se esforçava pra
retroceder ou acelerar os dias.
Ela, por sua vez, com a sucessão das noites, que se transformavam em manhãs, que, por fim, voltavam a ser noites, cresceu. Compreendeu que o único jeito de vencer o tempo é viver bem e plenamente cada instante.
O para sempre virou por um tempo, mas ela, no fundo, onde a mulher ainda é menina, inventa estratagemas, pra enganar o tempo e transformar os minutos com você em eternidade.