O amor dormia em sono solto, pernas misturadas em corpos justapostos. A respiração calma marcava o compasso dos sonhos que desfilavam pelos olhos dela, como slides na parede branca do quarto.
Uma alegria mansa se espalhava pelo seu corpo, enquanto réstias de luz se esticavam ultrapassando a persiana. Aos poucos os sons vindos da rua iam sendo substituídos pelo silêncio, até só restar o apito do vigia para lembrar a existência de um mundo fora dali.
Foi nesse movimento de sensações que ela percebeu que estava vivendo o pra sempre.
Talvez o maior desafio consista em parar as buscas e se deixar ser-estar para poder reconhecer a felicidade.
