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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Das lacunas não preenchidas das frases, do conjunto formado por todas elas, é fabricado o silêncio-espinho. E ele atravessa a pele e grita pelos olhos, incômodo e desajeitado feito um carinho áspero, ele é uma espera sem fim, é uma quasepalavra que natimorta nunca vem. Cada intervalo vazio de sons, nessa condição equivocada de estar calado, é um tijolo. E eles juntos, numa espécie de sinfonia às avessas, fazem um muro que de tão sólido é invisível.
Não quero os nossos minutos preenchidos por esse silêncio histérico que turva a vista e pesa nos ombros.
Minha vontade é do seu sorriso vagalume que de pontinho em pontinho apaga o escuro e alumia tudo. Não preciso de um amorarmadura, prefiro a confusão das linhas das nossas mãos que num mapa maluco mostra um infinito de possibilidades. Careço mesmo é do calor do seu abraço e da cadência do seu coração para dissolver minhas olheiras.



http://equivoque.deviantart.com/art/untitled-portrait-73335961

6 comentários:

Pétala disse...

Uau, a 'cadência do coração dissolvendo olheiras'. Que coisa linda! Este texto me tocou no fundo do coração, porque sei como são os silêncios-espinhos, e o efeito perturbador que causam. Ninguém precisa deles. Precisamos mesmo é de calor, e sim, da cadência do coração.

Beijos e pétalas.

Gaby Almeida disse...

Nossa que lindo... tenho nem palavras...

Amei isso: Minha vontade é do seu sorriso vagalume que de pontinho em pontinho apaga o escuro e alumia tudo.

Gra Porto disse...

Tô aqui sem palavras...
Triste porém super delicado.
Bjoooo Lu!!


Ps: Abril é sempre abril, mas não é que maio tá bom tb?!?!

Cecília Braga disse...

=**

Lady Salieri disse...

amorarmadura foi o melhor! Passar aqui é ser convidada para um sopro de inspiração!

Mulher na Polícia disse...

Esse blog tá muito bom!
Fotos e textos... maravilhosos!

Parabéns, menina.

Beijos!