
Pensando, matutando, cismando... gastava uma grande parte do tempo assim, absorta em cogitações, que faziam curvas; traçavam retas; às vezes se perdiam em corredores escuros; muitas outras, acabavam em jardins ou quintais com sol e roupa quarando.
Se alguém tentasse acompanhar o fluxo do seu pensamento, talvez se perdesse em meio a tantas idas e vindas, cabriolas e rodopios.
Num primeiro momento podia parecer um problema de fácil solução: migalhas ou pedrinhas serviriam para marcar o caminho, assegurando o regresso de quem se aventurasse.
Mesmo assim, a exemplo da fábula infantil, não seria garantido.
Se ela, agitada, balançasse a cabeça para afastar um pensamento inoportuno (como de hábito), as pedrinhas ficariam misturadas e já não sinalizariam o caminho, mas num pequeno monte, denunciariam a confusão.
Por outro lado, caso se deixasse levar por devaneios (o que não é incomum), ficando um pouco avoada, o vento criado pelo bater das asas das idéias, faria com que as leves migalhas alçassem vôo e perdessem a serventia.
Mas ainda poderia existir um jeito... Tal qual Teseu, o intrépido visitante, pessoa assim destemida, poderia utilizar um fio, por via das dúvidas, um cabo. Entraria pelos olhos, que é o lugar certo para conhecer os pensamentos, e com a corda presa ao cárdio, que por ser músculo deve ser forte, andaria pelos corredores, superaria becos sem saída e alcançaria o centro.
Não há pomo, é verdade, mas tem uma menina de rosto vermelho que fica por ali pulando corda, com o rabo-de-cavalo balançando e que não se faz de rogada quando chamada para papear.
Se alguém tentasse acompanhar o fluxo do seu pensamento, talvez se perdesse em meio a tantas idas e vindas, cabriolas e rodopios.
Num primeiro momento podia parecer um problema de fácil solução: migalhas ou pedrinhas serviriam para marcar o caminho, assegurando o regresso de quem se aventurasse.
Mesmo assim, a exemplo da fábula infantil, não seria garantido.
Se ela, agitada, balançasse a cabeça para afastar um pensamento inoportuno (como de hábito), as pedrinhas ficariam misturadas e já não sinalizariam o caminho, mas num pequeno monte, denunciariam a confusão.
Por outro lado, caso se deixasse levar por devaneios (o que não é incomum), ficando um pouco avoada, o vento criado pelo bater das asas das idéias, faria com que as leves migalhas alçassem vôo e perdessem a serventia.
Mas ainda poderia existir um jeito... Tal qual Teseu, o intrépido visitante, pessoa assim destemida, poderia utilizar um fio, por via das dúvidas, um cabo. Entraria pelos olhos, que é o lugar certo para conhecer os pensamentos, e com a corda presa ao cárdio, que por ser músculo deve ser forte, andaria pelos corredores, superaria becos sem saída e alcançaria o centro.
Não há pomo, é verdade, mas tem uma menina de rosto vermelho que fica por ali pulando corda, com o rabo-de-cavalo balançando e que não se faz de rogada quando chamada para papear.
Ps: Maria, obrigada pelas idéias.