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domingo, 26 de outubro de 2008

Acordou com sede...
O barulho do ventilador já tinha virado uma cantilena constante.
Nessas noites quentes tinha dificuldade de dormir, a cama ficava sem encaixe.
Estava suada, a camisola grudada no corpo quente.
Descalça, foi pro banheiro. Era um alívio sentir o frio do azulejo nos pés.
Deixou a roupa no chão.
Com o chuveiro todo aberto se abandonou na água, sentindo a pele esfriar devagar. Não se enxugou.
Foi à cozinha... ainda tinha sede.
A luz da geladeira velha, amarelava o chão molhado.
Pegou o celular na bolsa. Estava com sono.
Discou o seu número, mas desistiu; já estava muito tarde, talvez fosse madrugada...
Escreveu uma mensagem curta: Tô com calor de você.
Vestiu-se de perfume e voltou para cama.


16 comentários:

João Neto disse...

Agora chegou o clima quente na minha cidade. É impossível respirar sem suar quando chega essa época. E aí, quando eu busco refresco na literaratura, encontro um texto ainda mais quente. Puxa... Agora só o chuveiro para aliviar...

Gracyelly disse...

Isso pq o verão nem chegou ainda hein? Ainda bem q existem os azulejos!! kkkk
Boa semana querida!
Bjos

Narradora disse...

João,
kkkkkkkkkkk...
Bjs

Gra,
E viva o banho frio...kkk
Beijo e boa semana pra você também.

carmim disse...

ui! que delícia!

Luiz Felipe Leal disse...

o que você disse foi muito forte. me fez pensar bastante,

e tem razão.


grande, grande abraço

Luiz Felipe Leal disse...

ou não tem?
(alguns minutos depois)

carteirodopoente disse...

singelo....cativante...
como você escreve...
fascinating_fascinante

Narradora disse...

Oi Amanda,
E que calor...rs
Bjs

Luiz,
Ou não...rs
Beijo

Carteiro,
Bem vindo e obrigada!

A poetisa disse...

Prefiro o frio mas conto os dias pra sentir o calor como sua personagem. Haha, doce contradição.

Adorei.

Bjo.

Victor Manfredine disse...

que sentimento mais recatado esse!
hehehehehe. deu calor até aki.
=]

Germano Xavier disse...

se você mudasse o gênero, Luciana, certamente a personagem desse teu continho seria eu mesmo. sinto-me assim e uma nuvem negra não me esquece a sombra. estou precisando morrer.

um carinho.
continuemos...

Mary West disse...

Uau, achei muito, muito sensivel.

Narradora disse...

Poetisa,
Bem vinda!

Victor,
Muito, mas muito recatado mesmo...rs
Bjs

Caro Germano,
Acho que morrer rapidinho e de vez em quando é bom pra gente renovar na volta. :)
Bjs

Miss Mary West,
Sim, sim...rs
Bjs

Camilla Tebet disse...

Que lindo sentir calor de alguém, assim como sentir fome. Tenho percebido aqui a personagem sempre deixando a cama. Me parece que está sempre escrevendo nos momentos em que sai do descanso.... Acho que também por isso a sensação boa ao ler. Narrativa descansada.

Infinito... disse...

Ai, ai...

Narradora disse...

Camilla,
Engraçado que só me toquei disso agora quando você falou. :)
bjs

Infinito,
ai, ai digo eu! rsrs
:*