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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O dia veio cinza, meio que fazendo protesto pela primavera já ter chegado e o ano estar mais para fim que para começo...

Ela acordou, mas se deixou ficar na cama.
Ainda estava cansada, não o corpo que esticava e encolhia, virando de um lado para o outro...
Talvez fosse uma certa melancolia, um pesar pelo passar do tempo, que fazia tudo parecer mais rápido, mais raro e, umas vezes, mais raso...
Certamente não era amargura, porque dela, só se servia no café: sempre preto, puro e forte...
Então procurou por fora, esquadrinhou o quarto... Definitivamente, não era.
Fuçou lá dentro... Era como uma fome sem saber de quê, uma falta de jeito, um torcicolo de idéia...


Aí tocou uma música e ela totalmente desperta entendeu...
Tava era com solidão de você.


Foto: http://julkusiowa.deviantart.com/art/soft-98124340



17 comentários:

Anônimo disse...

Paulinha disse...
Narradora,

Tomo de empréstimo a fala de uma amiga muito querida:
"Você é uma namoradeira de palavras"

Mary West disse...

Que lindo, adoro textos que começam com dias cinzas e nublados, de cara jah sei que irei me identificar com as palavras.

Infinito.. disse...

Dias cinza, de chuva sempre combinam com um: "Bom dia meu bem..."

Narradora disse...

Paula,
Uma lindeza a frase da sua amiga.
Bjs

Miss Mary West,
Parece que o nublado tá na moda por aqui...rs
Bjs

Infinito,
Todos os dias combinam com esse "bom dia meu bem".
Beijo grande.

Camilla Tebet disse...

Que lindo, uma solidão específica, a solidão de você. Assim como temos fome específica.. que não adianta apenas comermos.. temos que comer algo em específico. É isso. Foi Clarice Lispector que disse que saudade é quase fome? Só passa quando "comemos" a pessoa?
Me lembrou disso.
mais uma vez lindo o seu texto. Sempre é.

Gracyelly disse...

É, acontece.

Narradora disse...

Camilla,
Nunca acerto no conceito de saudade e umas vezes demoro pra entender o que é esse incômodo, essa ausência cheia... Alma parada de corpo em movimento.
Ainda bem que dá pra escrever :)
Bjs

Narradora disse...

Gra,
U, e como acontece...rs
Bjs

João Neto disse...

Perfeito...

Não ouso tecer muitos comentários.

Não sei, mas será que foi o café que me fisgou aqui, ou a harmonia das palavras bem colocadas na medida certa?

Não sei.

Apenas perfeito.

Narradora disse...

João,
Obrigada. :)

Luiz Felipe Leal disse...

essa angústia de um novo dia, coisa agridoce.
fica aquela sensação de querer sempre mais, sem querer mais do mesmo.



grande abraço,
fico feliz com seus comentários.


até,

poetriz disse...

Eu tenho dias assim também.
Que não sei direito o que sinto.
E só percebo quando ouço alguma música...
Tem músicas que falam mais de mim do que se eu mesma tivésse escrito.

BJs!

Xavier disse...

nem sempre aquilo
do pensar da gente
vai e se veste de
verdade nem sempre
e vira do outro lado
e vira outra coisa
e vira mundo roda
gigante de sentido
mundo bom assim

mas saudade dói


um carinho, Narradora.
continuemos...

Ana Cláudia Zumpano disse...

quando a gente atravessa a noite e não dorme... acorda assim sem saber o que é, mas na verdade sabendo bem o que falta... estou de casa nova, e espero suas visitas lá!
beijos ;*

Narradora disse...

Luiz,
Meio sem lugar saudade né...
Gosto do blog de vcs.
Bjs

Poetriz,
Bem vinda moça!
Não vejo minha vida sem trilha sonora...:)
Bjs

Caro Xavier,
Bom mesmo é matar saudade...
Bjs

Ana,
Verdade, vendo direito o q falta.
Gostei do novo lugar, até fiz visita já...rs
Bjs

Joseph Dalmo disse...

Luciana vc tratou o assunto com leveza e graça. Muito bom seu estilo!!!
Perfeito.

Narradora disse...

Joseph,
Obrigada, volte sempre.