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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Não gostava de relógio, andar sempre algemada ao tempo, não era coisa para ela, precisava de braços livres para andar e das mãos soltas para falar... Mas estava atrasada e não entendia porque: tinha começado a se arrumar com uns minutos de folga, havia separado a roupa e escolhido o sapato... seria rápido, mas a cena dela parecia estar em slow motion.

O centro da cidade, em horário de pico, era uma confusão de buzinas e sirenes, vozes e músicas; uma mistura de cores e coisas, propagandas e estilos...
Ela andava apressada, repetindo, quase que a cada passo, "devia ter escolhido outro sapato". O vento seguia brincando com seus cabelos e os ponteiros do relógio apostavam corrida contra as suas pernas.

Finalmente o parque e aquele sorriso estampado que afasta saudade...

Aí o barulho do trânsito virou silêncio; a poluição visual, um borrão, como num retrato em que se desfoca o fundo para sublinhar o que se quer mostrar. E de repente ela era mocinha de longa metragem da Metro-Goldwyn-Mayer, totalmente sessão da tarde. Sim, clichês no coletivo. Mas por favor, não estraguem o clima: o pra sempre se assusta fácil.



20 comentários:

Ana Cláudia Zumpano disse...

vi tudo... toda a cena, e principalmente qnd ela fala: devia ter escolhido outros sapatos... é...
o pra sempre se assusta fácil, mas ele pode durar pra sempre sim... pode ser só um sustinho de leve...
adorei querida!
bj bj

alice disse...

Sou clichê. Já digo isso logo porque repito sempre. Sou um clichê e como no texto, em slow motion, sofrendo brain storms e colecionando saudades.

Eu apareci. Sei q pareço meio "blogueira chata" que só aparece de vez em quando pra chamar gente pra ler postagens, mas é que venho quando tenho tempo para me dedicar ao texto. E hoje tive sim.

Bjs.

Joseph Dalmo disse...

Luciana gostei demais da harmonia das palavras em slow motion.
Parabéns

Camilla Tebet disse...

Vc falou de ver... e esse texto é uma foto boa. E pra sempre sempre assusta sim, como não? Uma foto boa. The end.

Mariana disse...

Ahhhh que texto fofo!!!!!!!!

adorei!

Assim que sou disse...

Te leio logo depois de ter feito um comentário em outro blog que visito. E nesse comentário disse do quanto me sentia idílica no dia de hoje. Quase pueril...pensando em happy-ends e histórias de amor. Sonhando com alma e fazendo-me estrela de histórias que se encaixam tal um quebra-cabeça de mil peças e que conseguimos terminar.
Com certeza o sapato era o ideal para esse dia perfeito.

bjs. Veronica

Tati disse...

Oi Luciana!

texto lindo, como sempre. É tudo tão verdadedeiramente entendido que agora me dou conta que sim, o "pra sempre" se assusta fácil e todos os dias a nossa luta é para que ele não se assuste. E isso é bom.

Um bjão pra vc!


Ps.: teve uma parte do seu texto que eu surrupiei, com os devidos créditos claro, e usei em um seminário na faculdade. caiu como uma luva... ~Coloquei o endereço do blog se não se importar. bye!

Gracyelly disse...

E dai que os sapatos machucam? O prazer do encontro cura qualquer desconforto!
E é incrivel como o "pra sempre" assusta, mas mesmo assim não deixamos de acreditar nele...
L., bjos e uma semana cheia de doces encontros!

ATEFAR disse...

O Ibama apreende madeira ilegal e deixa apodrecer... Mais detalhe na última postagem.

Abraços,
Nice.

Narradora disse...

Ana,
Já pensei tantas vezes isso do sapato...rs
Quanto ao pra sempre, tô botando a maior fé que ele tem coração forte e não morre de susto.
Beijo.

Imagina Letícia,
Sei bem como é falta de tempo... e tenho andado com esse conjunto também. :)
Beijos

Dalmo,
Bom te ver por aqui novamente.

Camilla,
Adoro que você escreve, inclusive no comentário :)
Bjs

Mariana,
:D

Verônica,
Tão bom quando as cenas da nossa história se encaixam ...
Bjs

Tati,
Imagina menina, fica a vontade.
Bjs

Gra,
Que compensa, ah isso compensa...rs
Beijo

Nice,
Bem vinda!
Abraço.

ღ mey ♥¨`*•.¸¸.•*´¨♥ღ disse...

não me importo com clichês, mas, sinceramente, boiei no teu text. sorry!

Victor Manfredine disse...

sempre. sempre. sempre.
pra que duvidar/

belo texto =]

Lígia Carvalho disse...

O "Para sempre" é tão difícil de cumprir. Para sempre são os momentos, nuca pessoas ou coisas...

Bêjo vizinha :))

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Olá Narradora!

Cá estamos. Para sempre? Desta vez, creio que sem problemas. Mas, quem sabe? Tive um ror de chatices com o Google, o Gmail, uma data de porras! Mas, aparentemente os imbróglios estão ultrapassados. Assim seja. De qualquer forma – mudei tudo uma vez mais. Por isso, regista, por favor:

hantferreira@gmail.com

www.aminhatravessadoferreira.blogspot.com

Espero que seja esta a versão definitiva deste meu (e teu) blogue. Já bastou o que bastou. Apenas deixo aqui um propósito: continuar o que já tinha(mos) feito e, da minha parte, tudo fazer para que ele seja ainda melhor do que os anteriores, «mortos em combate»…

Vem aqui, como já o fizeste nos dois outros «definitivelmente» falecidos na generalidade e na especialidade (RIP). Deixa comentários, escreve, colabora, manda fotos – insulta-me se assim o entenderes. Os gordos têm costas largas… Fico à tua espera, com esperança qb e uma pitada de ansiedade. Sal & pimenta & coentros à vontade do freguês. Bem-vinda

@@@@@@@@@@

…E ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
NOVO CONCURSO
… E QUANTO A VOLUMES
Gente boa*

Aqui está um novo concurso, o primeiro deste blogue. Herança do falecidos anteriores (RIP), é mais uma iniciativa do Sorumbático (http://sorumbatico.blogspot.com), agora acompanhado pelo A Minha Travessa do Ferreira (http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com). Este passatempo tem como prémio um exemplar do livro cuja capa e contracapa aqui se vêem.

O desafio consiste em, até às 24:00 horas do dia 14 (terça-feira), tentar adivinhar qual o volume do livro (em centímetros cúbicos).

NOTA: a obra faz parte de uma oferta da editora Occidentalis ao Sorumbático, onde dois exemplares já foram sorteados; este é o 3.º, e é reencaminhado para aqui.

______
*Desculpem-me se me enganei…

Taty-chan disse...

aaaaaaaa *___*
Ler os textos è abraçar um urso de pelucia ^^

Infinito... disse...

Uma constante luta contra os ponteiros, ponteiros que nunca se ajustam aos sentimentos, um tic-tac que o para sempre silencia...
Naquele parque toda saudade se desfaz em contentamento, sorrisos são reflexos de um coraçãa feliz e encantado...

Sorrisos e beijos a ti...rss

Narradora disse...

Mesmo Mey?
Quem sabe na próxima ;)

Victor,
Bem vindo!
Pra que, né :)
Bjs

Vizinha,
Bom te ver..rs
O pra sempre cabe bem em momentos.
Bjs

Henrique,
Vou lá ver seu novo lugar.

Taty-Chan
:)

Infinito,
Encantada ando eu...rs
Bjs

Mary West disse...

Naum tive como naum lembrar de uma música linda que é mais o menos assim: " A solidão é fera, a solidão devora, é amiga das horas, prima/irmã do tempo..."

Ilaine disse...

Luciana, perdoe a demora!

"... andar sempre almejada ao tempo, não era coisa para ela, precisava de braços livres..."

Bonito! Bonito!

Beijo

Narradora disse...

Miss Mary West,
Lembro da música :)
Bjs

Ilaine querida,
Obrigada.
Bjs